1st day: Marau (BRA) – Resistência (ARG)

Finalmente, depois de tanta expectativa, chegou a hora de partir.

Finally, after much expectation, it’s time to leave.

Saímos no dia 16 de abril de 2016, por volta das 3:40AM, uma madrugada de sábado com o trânsito calmo e ainda escuro.

We left on April 16, 2016, around 3:40 AM, a Saturday morning with calm and still dark traffic.

Partimos de Marau, passando por Passo Fundo, Carazinho, Panambi, Ijuí, Santo Ângelo, Cerro Largo, Salvador das Missões e finalmente, Porto Xavier.  Percorremos em torno de 350km, chegando em Porto Xavier por volta das 8:30AM. Havíamos consultado os horários das balsas pelo site da prefeitura do município e no sábado sabíamos que eram mais reduzidos. A última balsa da manhã era as 10:30 sendo que a próxima seria somente as 16:30, por isso nos apressamos.

We started from Marau, passed through Passo Fundo, Carazinho, Panambi, Ijuí, St. Angelo, Cerro Largo, Salvador das Missões and finally Porto Xavier. We traveled around 350km, arriving in Porto Xavier around 8:30 AM. We had consulted the schedules of ferries at the City Hall site and on Saturday we knew they were lower. The last ferry of the morning was 10.30 and the next was only 16:30, so we pressed on.

Chegamos, abastecemos e fomos ao porto fazer o câmbio da moeda e ver todo o trâmite da travessia para outro país.

We arrived, refuel and went to the port to the exchange of currency and see the whole course of the journey to another country.

Como já comentei em outro post, por mais que tenhamos pesquisado, em alguns pontos falhamos, e o principal deles foi no câmbio das moedas. Em Porto Xavier trocamos 200 reais que resultou em torno de 850 pesos argentinos (0,24 reais cada peso argentino) e 1080 reais que nos resultou em míseros 300 dólares. (3,60 reais cada dólar). Na cidade há casas de câmbio, porém no sábado cedo ainda estavam fechadas, então trocamos mesmo com o rapaz da Aduana, havendo também outros cambistas ao redor do porto. Aí foi nosso grande erro, trocar pouco dinheiro na fronteira, pois mais adiante, a nossa moeda ficou ainda mais desvalorizada.

As I said in another post, however we have researched, in some places we failed, and the main one was the exchange of currencies. In Porto Xavier we exchanged 200 reais which resulted in around 850 pesos (0,24 reais each Argentine peso) and 1080 reais to us resulted in a measly $ 300. (3,60 reais each dollar). In the city there is exchange house, but early on Saturday they were still closed, so even exchanged with the boy of Aduana, and there are other scalpers around the harbor. There was our big mistake, exchange few money at the border, because later, our currency was further devalued.

O que recomendamos é trocar todo o dinheiro que for utilizar antes (seja em casas de câmbio ou na fronteira mesmo), caso não queira depender de cartão de crédito, “la tarjeta”, como foi o nosso caso, apesar de ser confuso pois passamos em 4 países, tendo a moeda do país vizinho fica mais fácil e valorizado trocar quando passar para o outro país. Enfim, perdemos bastante dinheiro nisso, mas valeu a pena, e valeu o aprendizado também!

What we recommend is to exchange all the money that you use before (either in exchange offices or even border) if you want to not rely on credit cards, “la tarjeta”, as was our case, despite being confused because we in 4 countries with the neighboring country currency is easier and valued exchange when moving to another country. Anyway, we lost a lot of money at it, but it was worth, and worth learning too!

A nossa balsa saia as 9:15 AM, a primeira balsa da manhã e custou 35 reais (podendo ser pago em reais ou pesos argentinos).

Our ferry exit time was at 9:15 AM, the first ferry in the morning and it cost 35 reais (can be paid in real or Argentine pesos).

Com nossa documentação ocorreu tudo certinho. Primeiro você passa pela imigração onde é conferido os documentos dos passageiros (nos países do Mercosul é permitido viajar com a carteira de identidade, mas nos prevenimos com passaporte também, incluindo a Carteira Internacional de Vacinação para a febre amarela, que é exigida na Bolívia), na imigração é dado um papel (caso não seja utilizado o passaporte para carimbar) e este papel deve ser muito bem guardado para quando sair do país ser devolvido.

With our documentation was all right. First you pass through immigration where it is checked passengers’ documents (in Mercosul countries are allowed to travel with the identity card, anyway we were carrying our passports too, including the International Vaccination Card for yellow fever, which is required in Bolivia) , the immigration provides a receipt that you entered in the country (if not used the passport to stamp) and this receipt must be carefully guarded for when leaving the country be returned.

Após a imigração, passamos pela Aduana onde conferem a documentação do veículo. É importante ressaltar que o documento do veículo deve conter o nome do motorista como proprietário, caso esteja com o nome de alguma financeira, deve ser solicitado com antecedência uma autorização para sair do país. Também fomos munidos de PID (Permissão Internacional para Dirigir), Carta Verde (solicitado na Argentina), nas fronteiras, como é o caso de Porto Xavier, também há locais que emitem a carta verde na hora, porém, para nada dar errado na viagem, é bom já ir com a documentação toda pronta. É importante estar atento a todos os documentos que cada país exige, assim como os itens que devem ser levados. Faremos um post específico para tudo isso, mas resumidamente os itens para Argentina nos locais em que passamos são: Extintor de incêndio, cambão e triângulo adicional.

After immigration, passed by Customs which the vehicle documents are verified.  Very importanto point is that the vehicle document must contain the name of the driver as the owner, if the owner names belongs to a financial company you must request in advance authorization to leave the country. We were also provided with IDP (International Driving Permit), Green Card (“carta verde” requested in Argentina), on the borders, as is the case of Porto Xavier, there are also sites that emit green card at the time, however, for anything to go wrong on the trip it is good to go now with all documentation ready. It is important to be aware of all the documents that each country requires, as well as items that should be taken. We will make a specific post for all this, but briefly the items to Argentina in places where we are: Fire extinguisher, tow bar and additional triangle.

Na Aduana, além de verificar os documentos, eles dão uma olhada no veículo, no caso da camionete, deram uma olhada geral na caçamba com as bagagens, perguntaram o que havia, para onde estávamos indo… enquanto as perguntas eram feitas, quase morríamos de dor-de-barriga, mas é bem tranquilo, mais tranquilo do que esperávamos.

In Customs, in addition to checking documents, they give a look at the vehicle, in the case of the truck, took a general look at the bucket with luggage, asked what was, where we were going … while the questions were asked, almost we died with pain-bellied, but it’s very quiet, quieter than we expected.

Passando para a Argentina foi só alegrias. A paisagem do primeiro dia de viagem não era tão atraente, então decidimos fazer uma quilometragem grande para depois aproveitar o que realmente nos interessava.

Moving to Argentina was only joy. The landscape of the first day of travel was not so attractive, so we decided to make a great mileage and then enjoy what really interested us.

É muito empolgante ver outro país, outra cultura, mesmo sendo um país vizinho, vimos coisas realmente engraçadas. De Porto Xavier a Resistência, era incrível a quantidade de animais no acostamento, porcos, bodes, além de pessoas andando de moto sem capacete, inclusive com 4 a 5 pessoas em cima da moto. Ver uma cena dessas é totalmente normal.

It is very exciting to see another country, another culture, even as a neighboring country, we saw a lot ofy funny things. From Porto Xavier to Resistência was amazing the amount of animals on the roadside, pigs, goats, and people riding a motorcycle without a helmet, including 4 to 5 people on the same motorcycle. See such a scene is totally normal.

Mesmo não sendo o deserto que tanto queríamos ver, o primeiro dia foi bastante curioso. Até Corrientes se passa por 2 pedágios, com valores de 8 pesos e 20 pesos, bastante baratos. Após isso, na travessia da ponte de Corrientes a Resistência há outro pedágio no valor de 15 pesos argentinos.

While we were not in the desert that we wanted to see, the first day was quite curious. Until Corrientes passes for 2 tolls, with values of 8 pesos and 20 pesos, very cheap. After that, the crossing of Corrientes to Resistência bridge there is another toll on the value of 15 pesos.

Os Argentinos são bastante organizados. Via-se bastante, além da Polícia Rodoviária, a Gendarmería Nacional Argentina, principalmente nas divisas entre Províncias. Nos pararam algumas vezes, mas sempre muito educados e prestativos a nos ajudar com informações. Tínhamos a impressão que por sermos estrangeiros, brasileiros, iriam implicar conosco, mas pelo contrário, não tivemos nenhum problema com a Gendarmería Nacional Argentina.

Argentines are quite organized. Beyond the Highway Police we also saw a lot the National Gendarmerie Argentina, mainly in provinces border. They stopped us a few times, but always very polite and helpful to help us with information. We had the impression that because we are foreigners, Brazilians, they would bother us, but on other we had no problem with the National Gendarmerie Argentina.

Chegamos em Resistência, capital de Chaco por volta das 3:30PM, totalizando 820kms. Logo que chegamos, já fomos no hotel em que havíamos feito a reserva no dia anterior que aceitava cartão de crédito. Nossa grande preocupação estava sendo com o dinheiro, pois havíamos trocado pouco e não sabíamos se nos locais aceitaria. Por incrível que pareça, muitos lugares aceitaram “la tarjeta”, porém, é bastante arriscado fazer uma viagem assim.

We arrived in Resistencia, capital of Chaco around 3:30 PM, totaling 820kms. As soon as we arrived, we were already at the hotel where we had made a reservation the day before that accepted credit card. Our major concern was being with the money because we had just changed few cash and we did not know if the cities would accept credit card. Amazingly, many places accepted “la tarjeta”(credit card), however, is quite risky to make a trip like this.

Ficamos hospedados no Hotel Diamante, no centro de Resistência. Um hotel de custo-benefício muito bom, só queríamos mesmo um local para poder descansar. Como viajamos direto, não fizemos pausa para o almoço, fomos à procura de um local para almoçar. Infelizmente, segundo a moça do hotel, não havia restaurante aberto nesse horário, somente a “Confiteria San José”. Fomos até lá, pois aceitava cartão de crédito. Estávamos realmente famintos e muito cansados, mas em todos os locais que íamos, queríamos comer algo típico. Pedimos uma pizza bastante diferente, com ovos inteiros fritos em cima, uma loucura! O garçom até sugeriu se queríamos pegar metade para provar primeiro, mas com a nossa fome, pegamos uma inteira… e claro, uma cervejinha local para acompanhar! Cada um comeu 1 pedaço e morreu! O cansaço dominou! Mandamos embrulhar o resto da pizza para levar e nos dirigimos ao caixa. Aí veio a primeira surpresa desagradável: Um simples lanche e uma cerveja nos custou 570 pesos argentinos, o equivalente a quase 140 reais! Mas o pior foi que o cartão de crédito não passou… e não tínhamos dinheiro em mãos! Estávamos ferrados! Por nossa sorte, havíamos combinado de trocar reais por pesos no nosso Hotel, só estávamos aguardando o pessoal liberar a quantia que precisávamos. Então, deixamos um documento no restaurante e voltamos ao hotel em busca do dinheiro! Era tudo o que menos queríamos… depois de comer como loucos, só pensávamos em dormir. No fim, retornamos, pagamos a pizza e tudo deu certo. Nosso almoço teve que ser nossa janta, acompanhado de um delicioso refrigerante de PISCO!

We stayed at Hotel Diamante, in the center of Resistencia. A very good cost benefit hotel, we just wanted a place to rest. As we travel through, we did not break for lunch, we were looking for a place to have lunch. Unfortunately, according to the hotel’s girl, there was no restaurant open at that time, only the “Confiteria San José.” We went there because it accepted credit card. We were really hungry and very tired, but everywhere we went, we wanted to eat something typical. We asked for a quite different pizza with fried whole eggs on top, crazy! The waiter even suggested if we wanted to take half to prove first but with our hunger, we took a whole … and of course, a local beer to accompany! Each ate one piece and died! Tiredness dominated! We sent wrap the rest of the pizza to take and headed to the cashier. Then came the first unpleasant surprise: A simple snack and a beer cost us 570 pesos, equivalent to almost 140 real! But the worst was that the credit card has not passed … and we had no money at hand! We were screwed! For our luck, we agreed to exchange real for pesos at our hotel, we were just waiting for the staff to release the amount needed. Then we leaved a document in the restaurant and returned to the hotel in search of money! It was everything we wanted … less after eating like crazy, just thought sleeping. At the end, we returned, we paid the pizza and everything worked. Our lunch had to be our dinner, accompanied by a delicious soda “PISCO”!

Enfim, nada como ter histórias para contar…

Anyway, nothing like having stories to tell …

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s