Cafayate e Salta

Hora de pegar a estrada novamente! Desta vez, sem muito planejamento, decidimos aproveitar o recesso de Natal e Reveillon e fazer uma trip rápida. Nosso destino: a famosa região vinícola de Cafayate que havíamos deixado de lado do roteiro em que passamos por Salta na trip Bolívia/Atacama em 2016.

Optamos por sair cedo de Marau/RS e realizar praticamente 1.000 km até a cidade de Presidência Roque Sáenz Peña. Nossa intenção foi ganhar tempo para o dia seguinte, já que toda essa parte do caminho nós já conhecíamos e não havia nada tão interessante.

 Nesta rota, não há muito segredo: É pisar e se divertir com as retas intermináveis. Um trecho após Roque Saenz Peña de aproximadamente 20 km se encontra em péssimo estado, sendo necessário transitar no acostamento para desviar dos buracos. Além disso, boa sorte com a reta de 400km neste trecho.

Uma dica é sempre cuidar o combustível. Apesar da quantidade ser consideravelmente boa de postos de combustível neste trecho, caso você deixe para abastecer quando estiver na reserva pode ter sérios problemas de não ter um posto de combustível em um raio de 100 km ou mais.

Outro ponto positivo é que desta vez 90% dos postos de gasolina já aceitavam cartão como forma de pagamento, mas é sempre bom levar uma grana extra.

O Grande segredo deste trajeto é seguir o tracejado que mostra o mapa abaixo:

rota-roque-saenz-pena-a-cafayate

Geralmente o Google Maps ou GPS mostram uma rota diferente que não pegaria a RN68 como mostra no mapa acima e onde se encontram boa parte das atrações até Cafayate.

Neste trajeto você irá pegar a RN47, onde tem rípio, porém a estrada é um show à parte, passando por montanhas e uma represa muito linda, o Dique Cabra Corral, que oferece lugar para você parar o carro e preparar um pic nic, e até mesmo você pode praticar bungee jump na ponte.

Ao entrar na RN68, você irá descer sentido Cafayate, estrada em perfeito estado e muitas atrações no caminho como por exemplo o Anfiteatro e a Garganta do Diabo.

Chegando em Cafayate, a paisagem é de tirar o fôlego! A mistura de vinhedos com montanhas e cactos dá uma forma muito peculiar à cidade.

Novamente o Airbnb foi uma boa pedida. A economia foi enorme e ainda conseguimos ficar em uma casa com tudo que necessitávamos e a poucas quadras do centro, ou seja, praticamente nem usamos nosso carro para sair à noite.

O dia em que reservamos para visitar as vinícolas de Cafayate e provar o famoso vinho Torrontés, foi a véspera de Natal e, não havíamos nos dado conta, muitas vinícolas estavam fechadas.

Pedimos informações para o anfitrião do Airbnb que nos deu dicas valiosíssimas de quais vinícolas visitar, inclusive diferenciando as familiares, com a cara de Cafayate e as que tiveram investimento americano puramente turísticas.

Começamos pela Bodega Domingo Molina (indicada pelo nosso anfitrião). Uma vinícola familiar charmosíssima e encantadora. Fizemos a degustação e ficamos encantados com o lugar. Os cactos em meio aos parreirais dava um ar especial à paisagem.

Saimos dali e tentamos visitar outra indicação de vinícola, bem próxima à anterior, a Bodega San Pedro de Yacochuya, porém estava fechada devido ao feriado. Fica a dica para fazer a visitação, pois a paisagem foi encantadora.

Tentamos também outras sugestões como a Bodega Finca Las Nubes mas também estava fechada.

Acabamos visitando a Bodega Piatelli, puramente turística com investimento americano, pois era uma das poucas ainda abertas para a visitação naquele dia. A visitação valeu a pena. O local é encantador também e vale a pena fazer degustação, até mesmo para comparar com as bodegas menores familiares.
Após isso não conseguimos visitar nenhuma outra, pois todas estavam fechadas devido ao Natal. Conseguimos comprar algumas garrafas de vinho na Bodega Vasija Secreta e na Bodega Nanni.

No outro dia, partimos para Salta pela ruta 40. Um trajeto não convencional, com a maior parte do caminho de rípio, mas com paisagens lindas que com certeza vale todo o esforço. Há diversas atrações pelo caminho, locais para visitação, mas acabamos não parando, ficamos mais empolgados com a paisagem.

No trajeto, passa pelo Parque Nacional Los Cardones e pela Cuesta Del Obispo, ambos com paisagens imperdíveis.

Novamente em Salta, optamos pelo Airbnb em um pequeno kitnet bem próximo à praça principal, a praça 9 de julho onde há diversos bares e restaurantes, onde pudemos matar a saudade da Salta La Linda que tanto amamos na viagem de 2016.

No dia 26, resolvemos subir em direção ao Chile (trajeto que já fizemos na outra vez, porém sentido contrário e à noite) para passar por Purmamarca pela Ruta 52 na Cuesta de Lipan até Salinas Grandes. Nosso plano era dormir em Tilcara e explorar melhor a cidade no outro dia, porém, tivemos algum contratempo com o carro e tivemos que voltar à Salta La Linda no mesmo dia por haver maio infraestrutura.

Infelizmente perdemos um trecho de nossa trip devido aos contratempos com o veículo, mas não deixou de ser especial: Salta La Linda sempre tem coisas novas para nos mostrar.

Após isso retornamos ao Brasil com muitos vinhos para degustar!

 

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